Nesse artigo, vamos falar de marketing, analisar a evolução dos canais e compartilhar com você, executivo de rádio, porque e como se posicionar e analisar.

O que é um canal?

Certamente você já sabe o que é um canal, porém, apenas para ficarmos na mesma página, um canal é o meio pelo qual uma pessoa escuta a programação de uma rádio, okay?

Os primeiros canais e o negócio rádio

Dito isso, no início, se ouvia a programação das emissoras em predominantemente em casa através de aparelhos de rádio. Depois, o segundo canal, veio com a invenção dos aparelhos automotivos. E, então, os radinhos de pilha.

A rádio só precisava se preocupar em estar presente nas casas e nos carros das pessoas.

Mas as rádios cresceram exponencialmente a partir da legalização da publicidade, no início da década de 30, e a venda de propagandas, anúncios cantados e jingles transformam o rádio em um negócio realmente lucrativo.

Já na era da Internet

Muitos, muitos anos depois, já década de 90, a internet popularizou e passou a ser explorada comercialmente, as rádios também começaram a criar seus websites e a também distribuir seu conteúdo por lá.

Porém, como as rádios não tinham histórico de comercialização de mídia visual, não perceberam a formação de um novo mercado publicitário, o da transportação de peças offline para o formato online.

Então, surgiram grandes portais de notícias e conteúdo preenchendo esse espaço e profissionalizando a publicidade digital. E, pouco a pouco, as rádios viram o trafego migrando dos seus sites para os portais.

Nos últimos 10

Ah como o mundo mudou em 10 anos!

Depois, em meados de 2010, após o lançamento do iPhone pela Apple e da popularização do Android pelo Google, houve uma onda da criação dos aplicativos mobile.

As empresas de tecnologia pavimentaram a expansão das suas plataformas de mídia digital ensinando os programadores a fazer aplicativos que monetizavam através de pequenos espaços para exibir banners.

Alguns desses programadores perceberam que muitas pessoas tinham interesse no conteúdo de rádio e, então, criaram sites e aplicativos agregadores de rádio.

Hoje, 2018, sua rádio precisa:

  1. Manter o sinal FM forte;
  2. Ter um website que funcione nos computadores e nos smartphones;
  3. Ter um aplicativo para iOS, Android e Tizen;
  4. Estar na primeira página no Google e no Bing;
  5. Estar na primeira página nas buscas no Google Play e Apple Store;
  6. Estar em destaque nos agregadores de rádios (TudoRadio, FreeRadio, TuneIn, RadiosAoVivo.net, Radios.com.br, Claro Musica, PlayPlus, etc);
  7. Estar presente nas redes sociais que seus ouvintes participam (no caso do Brasil, no mínimo, Instagram e Facebook);

Tudo isso mantendo olhos e ouvidos atentos aos novos entrantes!

Porque sua rádio deve se posicionar nos canais digitais

A grande pergunta que todo executivo de rádio se faz é: porque investir no digital se minha rádio fatura só com o offline?

Fato! Do ponto de vista administrativo, sites, aplicativos, redes sociais, buscadores, etc, são custos que reduzem a margem de lucro. E, no momento, não há rádio no Brasil que tenha faturamento expressivo com o digital. E, quando digo expressivo, quero dizer algo tipo 20% do faturamento total da rádio.

Mas, os investimento publicitários no digital crescem a passos largos. Há também uma forte mudança de hábitos e perfis economicamente ativos. Por isso que o digital se agarra tanto na questão da segmentação. Agora, e se fosse possível segmentar cada spot do break comercial e vender a audiência da Internet da mesma forma que a do FM?

Mas, enquanto isso, a questão é: se você não manter a sua rádio presente em todos os canais que seus ouvintes consomem rádio, daqui a pouco, é o Recall do Ibope que não vai mais ouvir sua rádio.

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