Hoje vamos compartilhar a verdade sobre a qualidade de transmissão ao vivo via Streaming para sua rádio ter um diferencial real em relação as concorrentes.

A localização influência a qualidade

Todo tipo de transmissão ao vivo via Streaming utiliza uma técnica para evitar pequenas paradas na continuidade do áudio chamada de buffer.

Ou seja, o servidor que recebe o sinal da sua rádio faz buffer. Depois, o player do ouvinte faz buffer.

Quanto menor a necessidade de buffer menor o delay da transmissão.

Quando o ouvinte precisa se conectar em um servidor muito distante da localização dele, dependendo da qualidade, estabilidade e velocidade da internet dele (ouvinte), será necessário trabalhar com um buffer maior ou menor para manter a conexão estável. E essa configuração tem que acontecer tanto do lado do servidor quanto do lado do player do ouvinte, senão, diminuirá o tempo médio de conexão do ouvinte.

No final de 2017, enquanto trabalhávamos com infraestrutura de transmissão no Texas, USA, apurávamos um tempo médio de 0,18h no mobile e 0,79h no desktop.

Depois que passamos a trabalhar com infraestrutura de transmissão em São Paulo/SP, o tempo médio do mobile aumentou quase 40% e, o desktop, 30%!

O tipo do sinal faz toda diferença

O sinal da sua rádio sai da mesa sem qualquer tipo de compressão em formato que reproduz com boa precisão o que foi gravado, geralmente WAV, porém esse formato ocupa muito espaço em disco (ou banda de internet).

Então, o que é feito, é usar um programa para comprimir esse áudio. E, talvez, o MP3 seja o formato de áudio mais popular hoje em dia. Praticamente todos os players novos e antigos dão suporte a esse formato. Além disso, ele consegue ser de 75% a 95% menor do que os formatos  sem compressão (como o WAV), e quanto maior o bitrate (por exemplo, 128Kbps), menos perceptível é a perda de qualidade do som (que geralmente se da nos tons agudos).

Contudo, uma transmissão ao vivo via streaming de 128Kbps no Brasil, especialmente para os ouvintes mobile, gera constantes necessidades de "buffer" e "acabam" com o plano de dados.

Se você diminuir a qualidade, por exemplo para 48Kbps, o áudio vai ficar "abafado".

Porém, a Apple quando lançou o iPod, criou um formato chamado AAC. E, esse formato, consegue gerar arquivos menores que os MP3 e, em bitrates baixo, 48Kbps por exemplo, ter uma qualidade sonora muito melhor porque as perdas se dão nos tons graves.

Na prática, como a maior parte dos ouvintes escutam a rádio com fones de ouvido e esses, em sua maioria, privilegiam os tons agudos, do ponto de vista do ouvinte as rádios que possuem melhor qualidade são aqueles que transmitem em AAC.

E quando você transmite em AAC em 48Kbps você junta qualidade com baixo consumo de dados.

Seus ouvintes vão te amar!

A equalização separa os profissionais dos amadores

E se todo mundo começar a transmitir em 48Kbps AAC?

Ai vai começar a se diferenciar aqueles que tiverem a melhor equalização para cada tipo de dispositivo dos ouvintes.

Por exemplo, a maior parcela dos ouvintes utilizam fones de ouvido simples que geralmente reproduzem os agudos. Alguns talvez possam utilizar fones melhores que conseguem reproduzir o tons médios. Poucos vão rodar em um home theater ou outros aparelhos capazes de reproduzir os graves.

Com isso, se o sinal sair da sua rádio em formato AAC 48Kbps com equalização ajustada para o perfil e dispositivo dos seus ouvintes, certamente, a percepção de qualidade da sua rádio vai aumentar.

Um software barato que te permite fazer isso é o Samcast.

Em outras palavras...

Vou resumir o que realmente trará qualidade para a transmissão ao vivo via Streaming da sua rádio.

  1. Se sua rádio é no Brasil, transmita do Brasil;
  2. Transmitir em 48Kbps AAC reduz a necessidade de buffer, reduz o delay, economiza o plano de dados e aumenta o tempo médio;
  3. Equalizar adequadamente para o dispositivo do seu ouvinte.

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